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30% das faculdades de medicina têm desempenho ruim + bancos digitais BR buscam IPO

E mais: dicas de livros pra 2026

Bom dia!

Vem ler o que está acontecendo de mais relevante em tech e inovação, hoje em parceria com o Mercado Bitcoin, plataforma de ativos digitais líder na América Latina.

O que você vai ver hoje:

  • Os bancos PicPay e Agibank buscam IPO

  • 30% dos cursos de medicina no Brasil têm desempenho ruim

  • Resultados do Netflix

  • OpenAI vai testar ads no ChatGPT

  • Dicas de leitura para 2026

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BRASIL

DOIS BANCOS DIGITAIS BRASILEIROS EM BUSCA DO IPO

PicPay e Agibank iniciaram processos para estrear na Nasdaq em 2026, mirando investidores globais e levantando cifras bilionárias:

  • PicPay, dos irmãos Batista, protocolou o prospecto de seu IPO com preço entre US$ 16 e US$ 19 por ação, avaliando a empresa entre US$ 2,2 e US$ 2,6 bilhões. A oferta pode movimentar US$ 400 milhões, com 21% de diluição da sua controladora, J&F. A receita da empresa cresceu 90% de jan a set/2025, chegando a R$ 7,3 bi, com lucro de R$ 314 mi e ROE de 17%. A Bicycle, de Marcelo Claure, se comprometeu a investir US$ 75 milhões.

  • Agibank busca captar US$ 1 bilhão com o IPO. A demanda já alcança 15% do valor da oferta mesmo antes do lançamento. O banco aposta, além do digital, em um modelo híbrido com mais de 1.000 Smart Hubs físicos e mira os cerca de 107 milhões de brasileiros subatendidos pelos grandes bancos.

Como as duas ofertas ocorrem ao mesmo tempo, uma pode afetar o desempenho de captação da outra.

30% DOS CURSOS DE MEDICINA TÊM DESEMPENHO RUIM

O MEC anunciou que 99 cursos de medicina brasileiros terão sanções como restrição de vagas ou suspensão de programas federais depois de menos de 60% dos alunos atingirem o nível mínimo de proficiência no 1º Enamed, exame que substitui o Enade em medicina.

  • O teste avaliou mais de 87 mil estudantes em 262 instituições. Das 304 instituições reguladas pelo Sistema Federal de Ensino, 204 atingiram o nível mínimo de proficiência (60% dos alunos proficientes).

O que mais aconteceu?

DADO DA SEMANA

Segundo o UBS Global Wealth Report 2025, os Estados Unidos concentram 23,8 milhões de milionários, quase 4x mais que a China, que ocupa o segundo lugar com 6,3 milhões. O Brasil aparece com apenas 433 mil pessoas com patrimônio acima de US$ 1 milhão, atrás de lugares como Taiwan, Suíça e Bélgica.

Fonte: UBS Global Wealth Report 2025

RAIO-X DE ATIVOS DOLARIZADOS NO BRASIL
conteúdo com Mercado Bitcoin

Dados da plataforma MB Mercado Bitcoin mostram um avanço consistente na adoção de stablecoins no Brasil, especialmente as vinculadas ao dólar americano.

→ Stablecoins são criptomoedas projetadas para manter valor estável, geralmente atreladas a moedas fortes como o dólar.

  • Em 2025, 78% dos investidores demonstraram interesse em ativos digitais dolarizados, e USDT e USDC figuraram entre as 10 criptomoedas mais negociadas do ano na plataforma do MB [1].

  • O volume aplicado mais que triplicou entre 2024 e 2025, enquanto o número de investidores em ativos dolarizados cresceu quase 20% no MB [1].

  • No cenário global, o volume médio de stablecoins em circulação passou de US$ 152,9 bilhões em 2024 para US$ 272,8 bilhões no início de 2026 [2].

  • Stablecoins atreladas ao dólar representam 99% desse mercado, segundo o Banco de Compensações Internacionais [3].

  • Com liquidez global, operação 24/7 e isenção de IOF ou taxas de administração, as stablecoins têm se consolidado como uma forma acessível de dolarizar patrimônio, tanto para investidores individuais quanto para o sistema financeiro mais amplo.

Fontes: [1] Dados da plataforma MB Mercado Bitcoin, [2] Allium via Visa Onchain Analytics, [3] Banco de Compensações Internacionais

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Válido de 20 a 31 de janeiro ou até durarem os estoques, para aportes entre US$10 e US$100 mil, no site do MB. Saiba mais aqui.

Conteúdo em parceria com MB Mercado Bitcoin.
A Snaq não faz recomendação de investimentos. Estude o mercado antes de qualquer decisão.

MUNDO

NETFLIX ACIMA NO 4º TRI, MAS PROJEÇÃO 2026 DESANIMA

No 4º tri de 2025, o Netflix superou as estimativas com US$ 12,1 bi em receita e lucro de US$ 0,56/ação. No ano, cresceu 16%, somando US$ 45,2 bi em vendas e passando de 325 milhões de assinantes (+8%).

  • Mas para 2026, a projeção foi cautelosa, com +14% na receita (chegando a US$ 51,7 bi) e lucro abaixo do esperado no 1º tri (US$ 0,76 por ação vs US$ 0,82 esperados).

  • A empresa citou o aumento de 10% no orçamento de conteúdo e os custos da eventual conclusão da compra dos estúdios da Warner Bros.

  • A expectativa é, por outro lado, dobrar a receita com anúncios em 2026.

OpenAI COMEÇA A TESTAR ADS

A OpenAI vai começar a testar anúncios no ChatGPT pela primeira vez. Com US$ 20 bilhões em receita e mais de US$ 1,4 trilhão em compromissos de investimento em infraestrutura de IA, a empresa resolveu testar o modelo pra fazer a conta fechar.

  • Os anúncios aparecerão no rodapé das respostas do ChatGPT, apenas para usuários adultos do plano gratuito e do plano mais barato lançado em alguns países, o ‘Go’.

  • A OpenAI afirma que os anúncios serão claramente identificados e que não venderá dados dos usuários para anunciantes.

  • Temas sensíveis, como saúde e política, ficarão fora da publicidade.

  • Em 2023, o CEO Sam Altman chamou anúncios de “último recurso”.

O que mais aconteceu?

APORTES BRASIL
  • Vision (cibersegurança): a gestora SPX Capital está investindo até R$ 400 milhões na Vision, spin‑off da ISH Tecnologia. O cheque será pago em tranches, começando com R$ 200 milhões, para financiar uma estratégia agressiva de aquisições que consolide o mercado de cibersegurança; a SPX assume controle maioritário da empresa.

  • Pomelo (infra de pagamentos): a fintech argentina levantou US$ 55 milhões em sua Série C, co‑liderada pela Kaszek e pela Insight Partners. Os recursos financiarão a expansão do processamento de cartões de crédito no México e no Brasil e viabilizarão o lançamento de um cartão global lastreado em stablecoin e de sistemas de pagamentos em tempo real.

  • Aliado (IA para varejo): a startup de “conversion intelligence” para lojas físicas captou R$ 13 milhões em rodada seed liderada pelos fundos Headline e Nestal. A solução usa microfones de lapela pra analisar os processos de venda e gerar orientações em tempo real.

  • Uma Penca (print‑on‑demand): a plataforma de produtos personalizados da Chico Rei concluiu sua primeira rodada de investimentos com a captação de R$ 4,5 milhões, reunindo mais de 300 investidores e com entrada do Grupo Gaia como investidor estratégico. A plataforma tem +25 mil lojas cadastradas e 60 mil pedidos expedidos.

  • DGenny (superagente de compras): a startup de IA que automatiza compras para construtoras, negociando simultaneamente com dezenas de fornecedores via WhatsApp, recebeu seu primeiro cheque institucional da ABSeed, um aporte de R$ 2 milhões.

  • Passabot (travel bot): a plataforma que permite buscar e comprar passagens aéreas pelo WhatsApp levantou sua primeira rodada de R$ 1 milhão, com participação de investidores‑anjo. O aporte avaliou a startup em R$ 15 milhões.

SNAQTIPS

Qual foi o melhor livro que você leu em 2025? Fizemos essa pergunta pro Daniel Oelsner, sócio da Fisher Venture Builder, e ele montou uma lista pra gente!

The Innovators, Walter Isaacson
The Genius of the System, Thomas Schatz
Trillion Dollar Coach, Eric Schmidt, Jonathan Rosenberg e Alan Eagle
The Creative Act, Rick Rubin
The Most Important Thing, Howard Marks
Unreasonable Hospitality, Will Guidara
Crossing the Chasm, Geoffrey A. Moore
No Rules Rules, Reed Hastings & Erin Meyer
Poor Charlie’s Almanack, Charlie Munger
Não Há Tempo a Perder, Amyr Klink

“Compartilho aqui as leituras que me ajudaram a pensar melhor sobre gestão, tecnologia, investimentos, criatividade e, principalmente, sobre pessoas. São livros que realmente influenciaram decisões, geraram desconfortos produtivos e ajudaram a refinar meu olhar como venture builder. O fio condutor entre todos eles, na minha opinião, é que grandes resultados raramente vêm de genialidade isolada. Quase sempre o que tem por trás são sistemas bem desenhados, culturas fortes e decisões corajosas ao longo do tempo.”

Daniel Oelsner, sócio Fisher Venture Builder

Aqui na Snaq, acreditamos que as melhores marcas são aquelas que compartilham conhecimento e se tornam thought leaders para a sociedade!

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