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Amazon supera Walmart em faturamento + Crescimento do e-commerce brasileiro
E mais: maiores bancos e fintechs em números de clientes

Bom dia!
Vem ler o que está acontecendo de mais relevante em tech e inovação.
O que você vai ver hoje:
Crescimento do e-commerce brasileiro
Amazon ultrapassa Walmart em faturamento anual
Os maiores bancos e fintechs em números de clientes
OpenAI vai gastar US$ 111 bi acima do previsto e estima break-even em 2030
MUNDO
TARIFAÇO 2.0: SUPREMA CORTE DERRUBA TARIFAS DE TRUMP, MAS ELE RESPONDE COM NOVA TAXA GLOBAL
A Suprema Corte dos EUA derrubou na última semana, por 6 votos a 3, as tarifas globais impostas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Em resposta, Trump acionou a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 e impôs uma tarifa global de 10% a 15% sobre todas as importações, com vigência de 150 dias a partir dessa terça-feira (24).
→ O impacto pro Brasil:
O Brasil é o país mais beneficiado com a mudança, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin
A tarifa média ponderada sobre produtos brasileiros caiu 13,6 pontos percentuais
Produtos chave ficam isentos: carne bovina, café, suco de laranja, petróleo, fertilizantes, celulose e aeronaves, entre outros
Aço e alumínio continuam com tarifa de 50% que se somam aos novos 10%, pois são regidos por outra regulamentação
→ Por que importa: a decisão da Suprema Corte foi uma das maiores derrotas de Trump neste mandato. A nova tarifa é mais branda e temporária - por 150 dias, até que seja obrigatória uma aprovação do Congresso. Pro Brasil, o cenário melhorou significativamente. A visita de Lula aos EUA em março será uma janela de negociação.
AMAZON SUPERA WALMART E SE TORNA A MAIOR EMPRESA DO MUNDO EM RECEITA
A Amazon registrou receitas líquidas de US$ 716,9 bilhões em 2025, ultrapassando o Walmart, com US$ 713,2 bilhões, e encerrando um reinado de 13 anos da varejista no topo do ranking global de faturamento, Fortune 500, que será divulgado oficialmente em junho.
→ Há 15 anos a Amazon tinha apenas uma parcela do tamanho da Walmart. A virada reflete o crescimento do e-commerce e a diversificação do modelo da Amazon. Além do varejo, 24% da receita veio de serviços para vendedores terceiros e 18% da AWS, seu braço de computação em nuvem.
→ O Walmart, por sua vez, manteve um crescimento consistente no último ano, com alta de 27% no e-commerce nos EUA no quarto trimestre e alcançando valor de mercado acima de US$ 1 trilhão pela primeira vez.

OPENAI VAI QUEIMAR US$ 111 BI ACIMA DO PREVISTO. BREAKEVEN? QUEM SABE EM 2030
A OpenAI está queimando caixa numa velocidade superior ao que se imaginava. Segundo projeções do The Information via Brazil Journal, a criadora do ChatGPT não espera atingir o breakeven até pelo menos 2030, quando seu fluxo de caixa pode ficar positivo em US$ 39 bilhões. A Anthropic, principal concorrente, espera ficar no azul já em 2028.
→ Os números do negócio até agora:
Em 2025, a empresa faturou US$ 13,1 bilhões
Em 2026, a receita deve mais que dobrar para US$ 30 bilhões.
Até 2030, pode chegar a US$ 280 bilhõesO ChatGPT chegou a 910 milhões de usuários ativos, com meta de 2,75 bilhões em 2030
Os gastos com inferência quadruplicaram em 2025
O total previsto em treinamento de modelos é de US$ 440 bilhões nos próximos cinco anos
→ No horizonte:
Uma nova rodada de financiamento pode superar US$ 100 bilhões, com valuation chegando a US$ 850 bilhões
SoftBank, Amazon, Nvidia e Microsoft devem participar
IPO especulado pro segundo semestre, com ambição de estrear valendo US$ 1 trilhão
O que mais aconteceu?
DADO DA SEMANA
QUEM TEM MAIS CLIENTES EM BANKING NO BRASIL

Quem domina o mercado bancário e fintech no Brasil em volume de clientes? Segundo o ranking de reclamações do Bacen do 4º tri de 2025, a Caixa Econômica Federal tem a liderança isolada com 157 milhões de clientes. Esse número é impulsionado por beneficiários de programas e produtos obrigatórios, e não necessariamente de clientes tradicionais de relacionamento bancário.
→ Uma novidade do trimestre é o Nubank aparecendo em 2º lugar, com 112 milhões de clientes, e ultrapassando o Bradesco (110,5 mi). Itaú (100,3 mi) e Banco do Brasil (82 mi) completam o top 5. Entre as fintechs, além do Nubank, Mercado Pago (68,8 mi) e PicPay (67 mi) já têm base comparável a grandes bancos e reafirmam a força do digital entre os brasileiros.
CRIPTO
VOLATILIDADE DO OURO ULTRAPASSA A DO BITCOIN
conteúdo com Mercado Bitcoin
Em 2026, pela segunda vez em menos de um ano, a volatilidade de 30 dias do ouro superou a do Bitcoin, segundo dados compilados pela Bloomberg e análises recentes do time quantitativo do JPMorgan.
O movimento chama atenção porque inverte uma crítica histórica: a de que o Bitcoin seria volátil demais para cumprir a função de proteção patrimonial, enquanto o ouro ocuparia o posto de porto seguro.
→ Para entender de forma simples, a volatilidade é o “batimento cardíaco” de um ativo. Quanto mais acelerado, mais ele sobe e desce em pouco tempo. O Bitcoin sempre teve um coração acelerado. O ouro, não.
Mas neste ano, o metal apresentou um pico de batimentos que superou o do Bitcoin. Após sair da região de US$ 4.000 para cerca de US$ 5.600, uma alta próxima de 40%, o ouro recuou para US$ 4.400 em apenas três dias. Um movimento rápido e intenso que contrasta com a imagem clássica de estabilidade que sustenta sua reputação como reserva suprema de valor.
O Bitcoin atravessou uma grande correção após a máxima de US$ 126 mil em outubro/25, mas deu sinais de redução estrutural da volatilidade ao longo dos ciclos.
Essa observação impacta a tese de reserva de valor do ouro, segundo o time de research do MB | Mercado Bitcoin:
“Se a crítica central ao Bitcoin era a volatilidade, e agora o principal ativo defensivo do mercado oscila tanto ou mais, essa narrativa perde força.
E, quando olhamos os fundamentos, o Bitcoin apresenta atributos fortes frente ao metal: inflação menor, oferta limitada a 21 milhões, emissão futura conhecida, facilidade de transporte global e independência de governos. O ouro segue sendo relevante, mas não tem previsibilidade absoluta de oferta e nem a mesma eficiência do ambiente digital.”
A análise do JPMorgan também avalia que, se o ouro está negociando com volatilidade alta depois de uma forte valorização, ele pode estar cobrando um prêmio alto demais por sua reputação.
Conteúdo em parceria com MB Mercado Bitcoin.
A Snaq não faz recomendação de investimentos. Estude o mercado antes de qualquer decisão.
BRASIL
E-COMMERCE BRASILEIRO CRESCE 15% E MIRA R$ 260 BI EM 2026
O comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 235,5 bilhões em 2025, alta de 15,3% sobre o ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM). Para 2026, a projeção é de R$ 259,8 bilhões.
→ Principais números de 2025:
438,9 milhões de pedidos realizados em 2025, com ticket médio de R$ 536,60
94,2 milhões de compradores ativos online
A classe C liderou o consumo digital com 54% dos pedidos
Mulheres representaram 60% das transações
Os millennials, entre 35 e 44 anos, são a faixa etária mais representativa (35%)
ENGIE AVALIA MINERAR BITCOIN EM SUA MAIOR USINA SOLAR
A Engie Brasil Energia está considerando instalar data centers para mineração de Bitcoin em seu complexo solar Assú Sol, no Rio Grande do Norte, o maior projeto solar do portfólio global da companhia francesa.
→ O motivo: a usina sofre com o chamado "curtailment", cortes de geração que o sistema de geração centralizado sofre por excesso de oferta de energia renovável proveniente dos sistemas descentralizados e limitações no sistema de transmissão. Entenda mais aqui.
→ A solução em estudo: direcionar a energia excedente pra mineração de Bitcoin ou sistemas de armazenamento em baterias. A mineração funcionaria como um grande consumidor local de energia que, de outra forma, seria desperdiçada.
Jensen Huang, CEO da Nvidia, é um entusiasta desse tipo de alternativa e forma de enxergar a mineração de Bitcoin:
“A mineração de Bitcoin consiste em pegar o excesso de energia e armazená-la em uma nova forma. Essa nova forma é chamada de moeda. E você pode levar essa moeda para onde quiser. Ou seja, você extraiu energia de um lugar e agora a transportou para todos os lugares.”
O que mais aconteceu?
APORTES BRASIL e LATAM
Kavak (marketplace de carros usados): o unicórnio mexicano captou US$ 300 milhões em Série F liderada pela a16z Growth, com participação de WCM, Kagotto Innovation, Foxhaven, Galdana e outros. O aporte financiará a expansão de produtos financeiros no marketplace.
99Pay (fintech): a fintech da 99 levantou R$ 700 milhões via FIDC para ampliar a oferta de crédito. É a terceira captação desse tipo desde 2022; a 99Pay já concedeu R$ 6 bilhões em empréstimos e tem carteira ativa de R$ 1,8 bilhão e mais de 26 milhões de clientes.
Comp (HRtech): a Comp captou R$ 100 milhões em Série A liderada pela Khosla Ventures (primeiro investimento da gestora no Brasil), com apoio de Abstract Ventures, Endeavor Catalyst e dos investidores seed Kaszek e Canary. A startup oferece um “Superpowered HR Teammate” que mistura consultoria e IA e já atende mais de 100 clientes como Nubank, iFood e QuintoAndar.
Humand (HRtech): depois de chegar ao Brasil, a startup argentina de recursos humanos captou US$ 66 milhões em uma Série A liderada por Kaszek e Goodwater Capital. A rodada, a maior Série A da América Latina, contou com Y Combinator, Newtopia VC e investidores como Arash Ferdowsi (Dropbox), Marcos Galperin (Mercado Livre) e Sebastián Mejía (Rappi).
BemAgro (agtech): a plataforma de geointeligência agrícola recebeu R$ 30,3 milhões em Série A estruturada pela Arara Seed. A rodada foi liderada por The Yield Lab Latam e contou com Colorado Ventures, CNH, Atvos e Agroven; os recursos serão aplicados na escalada da plataforma e no fortalecimento da IA para o campo.
Speedbird Aero (drones): a fabricante de drones recebeu US$ 1,8 milhão do iFood como complemento de uma rodada anterior liderada pela Lince Capital, elevando o total captado para US$ 5,8 milhões. A parceria retomada em Aracaju permite que os drones realizem até 280 entregas por dia; a Speedbird opera em 14 países e busca licenças permanentes para expandir.
Canary IV (fundo de VC): a gestora de venture capital Canary anunciou seu quarto fundo, de US$ 150 milhões, para investir em startups early‑stage no Brasil e na América Latina. O portfólio atual inclui Buser, Alice, Caju, Magie e Hashdex; os fundos anteriores somavam US$ 100 milhões (2021), US$ 75 milhões (2019/2020) e US$ 50 milhões (2017).
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