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Apple estreia iPhone dobrável e leva IA de escuta ambiente ao Watch + Magalu vendendo no MeLi
E mais: os números do IPO da Anthropic
Bom dia!
Vem ler o que está acontecendo de mais relevante em tech e inovação.
O que você vai ver hoje:
Magalu passa a vender no Mercado Livre para recuperar escala no e-commerce
Concorrência das fintechs teria reduzido juros e tarifas em R$ 149 bi no BR
OpenAI lança GPT-6 Astra e diz que “a era da AGI” começou
Apple estreia iPhone dobrável e leva IA de escuta ambiente ao Watch
Aportes e M&As da semana no Brasil
BRASIL
MAGALU VENDENDO NO MERCADO LIVRE
Três meses depois de começar a vender na Amazon, a Magazine Luiza passou a vender 27 mil itens de seu estoque no Mercado Livre. O catálogo inclui produtos do Magalu, da Época Cosméticos e do KaBuM! e as entregas serão feitas pelo Magalog, braço logístico do grupo.
→ Qual é a lógica? A Magalu ganha acesso à audiência do maior marketplace do país, enquanto o Mercado Livre amplia seu sortimento em categorias nas quais a varejista brasileira tem mais força, especialmente produtos de grande volume.
A Magalu estima que três em cada quatro clientes que comprarem seus produtos dentro do Mercado Livre serão novos para a companhia.
O acordo poderá incluir também a Netshoes e o uso das lojas do Magalu como pontos de retirada e devolução.
O Magalog também poderá fazer entregas de produtos de terceiros dentro da plataforma.
“Apesar de parecer contraintuitiva, é uma parceria ganha-ganha. A Magalu passa a acessar uma audiência muito maior, sem necessariamente canibalizar o canal próprio e preservando margem em comparação com a mídia paga. Em contrapartida, o Mercado Livre amplia o sortimento e ganha uma estrutura logística mais preparada para produtos volumosos.”
Os dados mostram o porquê: um exemplo que ilustra bem é a categoria de geladeiras. Segundo o WebPrice, o Magalu possui a maior cobertura de marcas e o maior mix de produtos, enquanto o Mercado Livre concentra o maior volume de ofertas. A parceria combina o sortimento de um com a audiência do outro.
Por que agora: no segundo trimestre, as vendas das lojas físicas do Magalu cresceram 10,3%, para R$ 5,1 bilhões, mas o e-commerce recuou 11,9%, para R$ 9,3 bilhões. Como a operação online ainda representa cerca de 70% do faturamento do grupo, voltar a ganhar escala virou prioridade.
→ Em suma: a fronteira entre concorrente, fornecedor e parceiro está ficando cada vez menos clara. Em vez de pagar mais para levar o consumidor até seu próprio aplicativo, o Magalu decidiu encontrar esse cliente onde ele já está comprando.
→ Ficou curioso e quer entender melhor a dinâmica e a disputa pelas vitrines digitais no Brasil? Baixe gratuitamente O Poder das Marcas no E-commerce, report produzido pela Snaq em parceria com a WebGlobal, com dados exclusivos do WebPrice sobre dez categorias do varejo online.
CONCORRÊNCIA DAS FINTECHS TERIA REDUZIDO JUROS E TARIFAS EM R$ 149 BI DESDE 2016
A expansão das instituições financeiras digitais teria gerado R$ 149 bilhões em economia com juros e tarifas desde 2016, segundo estudo da Reglab encomendado pela Zetta.
A conta inclui R$ 102 bilhões em juros e R$ 47 bilhões em tarifas. Desse total, R$ 46 bilhões teriam beneficiado clientes que permaneceram nos bancos tradicionais.
→ O impacto das fintechs foi além de oferecer produtos mais baratos: a concorrência pressionou os bancos a reduzir preços, digitalizar serviços e melhorar a experiência. E isso aconteceu mesmo com as instituições digitais representando apenas 2,4% a 6,1% dos ativos do sistema financeiro, dependendo do critério adotado.
COLUNA DA SEMANA
ANTHROPIC ESTÁ CONSIDERANDO FOLHA DE PAGAMENTO COMO MERCADO ENDEREÇÁVEL, EM SUAS ESTIMATIVAS PRÉ-IPO

“A conta tradicional de um mercado endereçável em tecnologia parte do orçamento de TI: licenças, assinaturas, infraestrutura. Segundo a apuração, a Anthropic usa outra lógica e partiu do escopo do trabalho que seus modelos podem executar (jurídico, contabilidade, engenharia, BPO) e precificou a folha de pagamento das empresas, não seu gasto com software.
Vale dizer com todas as letras que o número é contestado. US$ 30 trilhões equivalem ao PIB dos Estados Unidos, US$ 32,5 trilhões, e a um quarto do PIB mundial.
Discutir se os US$ 30 trilhões vão se realizar, porém, é a conversa menos interessante agora. O que interessa é o que a escolha da rubrica revela: o maior vendedor de IA do mundo está mirando a linha de pessoal do seu orçamento, não a de tecnologia.”
IA E MUNDO
APPLE ESTREIA iPhone DOBRÁVEL E IA QUE OUVE O AMBIENTE NO WATCH
A Apple apresentou ontem o iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável, sete anos depois de a Samsung estrear nesse mercado.
O aparelho abre como um pequeno tablet e tem tela interna de 7,6 polegadas, chip A20 Pro, estrutura de titânio, duas câmeras traseiras de 48 MP e Touch ID integrado ao botão lateral. Nos Estados Unidos, o preço começa em US$ 1.999. No Brasil, parte de R$ 21.999 e chega a R$ 30.999 na versão de 2 TB.

Quando chega aqui no Brasil?
iPhone Duo: pré-venda no Brasil a partir de 16 de outubro e disponibilidade em 23 de outubro.iPhone 18 Pro, Apple Watch Series 12, Watch Ultra 4 e AirPods 5: disponíveis a partir de 18 de setembro.
→ A Motorola aproveitou o anúncio para brincar com a rival: “Tem gente descobrindo agora”.

Divulgação Motorola.
→ O lançamento é uma tentativa de renovar a principal linha de produtos da Apple e criar um novo ciclo de crescimento para o iPhone, cuja evolução nos últimos anos esteve concentrada principalmente em câmeras, processadores e melhorias incrementais.
Mas o lançamento mais curioso foi no relógio: o Apple Watch Series 12 e o Ultra 4 ganharam recursos de “Audio Intelligence”:
Live Rewind: recupera e transcreve os 15 segundos anteriores de uma conversa;
Siri Recap: cria resumos dos principais pontos ouvidos durante reuniões e outros momentos do dia;
Reconhecimento de sons: identifica alarmes, sirenes, campainhas e choro de bebê;
Reconhecimento de músicas: identifica automaticamente o que está tocando ao redor.
→ É uma aposta relevante para o futuro dos wearables: em vez de o usuário abrir um aplicativo e pedir ajuda, a IA passa a acompanhar parte do contexto do mundo real e recuperar informações quando for chamada.
OpenAI LANÇA GPT-6 ASTRA E DIZ QUE INAUGUROU A ERA DA AGI
A OpenAI lançou o GPT-6 Astra, definido pelo presidente Greg Brockman como um “salto geracional”. Ele afirmou acreditar que a empresa chegou à inteligência artificial geral e encerrou a apresentação dizendo: “Bem-vindos à era da AGI.”
→ O Astra foi desenvolvido para executar trabalhos diretamente dentro de softwares, não apenas explicar ao usuário o que fazer. O modelo pode preencher documentos, operar ferramentas profissionais e construir aplicações. Em um teste de uso de computadores, superou o GPT-5.6 Sol e concluiu as tarefas em cerca de 47% menos tempo.
A escala do treinamento também chama atenção: foram utilizadas mais de 100 mil GPUs no Stargate, no Texas. Pela primeira vez, outros modelos tiveram papel relevante na supervisão do treinamento de uma IA da OpenAI.
O avanço vem acompanhado de novos riscos. O Astra é o primeiro modelo da empresa a atingir o nível “crítico” em cibersegurança e chegou a descobrir duas vulnerabilidades desconhecidas durante os testes.
O que mais aconteceu em IA?
Grok Bot ganha versão empresarial com controles de acesso, rede e auditoria
ChatGPT poderá aprender o estilo de escrita do usuário a partir do Gmail e do Slack
Anúncios no ChatGPT chegam a receita anualizada de US$ 1 bilhão em menos de 200 dias
Mistral capta US$ 3,5 bilhões com a Samsung e passa a valer US$ 24 bilhões
Cognition AI levanta US$ 2 bilhões e atinge valuation de US$ 48 bilhões
O que mais aconteceu no mundo?
Tesla coloca o Cybercab sem volante e pedais para rodar comercialmente em Austin
Uber anuncia corte de 3,3 mil funcionários, equivalente a cerca de 10% do quadro corporativo
Oura pede abertura de capital após faturar US$ 1,2 bilhão em nove meses
Moonshot AI apresenta pedido confidencial de IPO em Hong Kong
APORTES E M&As BRASIL
Celcoin + VERT Capital: a Celcoin comprou a VERT Capital, especializada em securitização, administração de fundos e operações estruturadas, por valor não divulgado. A aquisição leva a infratech ao mercado de capitais e será acompanhada por R$ 500 milhões em investimentos nos próximos três anos, dos quais R$ 200 milhões serão destinados à tecnologia.
C6 Bank + Alymente: o C6 Bank acertou a compra de 100% da startup de benefícios corporativos Alymente, por valor não revelado. A adquirida atende mais de 100 mil beneficiários e 1,2 mil empresas e, após a aprovação do Banco Central, passará a operar como C6 Benefícios.
Unifique + 3D Telecom: a operadora catarinense Unifique comprou a 3D Telecom por R$ 29,9 milhões. A aquisição adiciona 10,2 mil acessos de fibra em nove municípios de Santa Catarina e amplia a infraestrutura disponível para a implantação da rede móvel 5G.
Doroth (deeptech/diagnóstico molecular): startup especializada em dispositivos lab-on-a-chip captou R$ 23 milhões em rodada liderada pela Loccus e que combina capital privado com recursos da Finep e da Fapesp. O dinheiro financiará a construção da primeira indústria de chips microfluídicos da América Latina, com capacidade projetada de 4 milhões de unidades por ano.
Magnar (legaltech/IA): legaltech latino-americana captou US$ 8 milhões em Série A liderada pela 6 Degrees Capital e coliderada pela Hi Ventures. A empresa usará os recursos para entrar no Brasil e no México e pretende chegar a 75 mil advogados cadastrados no país até o fim de 2027.
Vultus (cibersegurança): empresa criada a partir da união entre a GC Security e a área de cibersegurança da Falconi recebeu R$ 8 milhões de um investidor privado não identificado. O objetivo é ampliar a receita de software e acelerar o Ares, plataforma que usa agentes de IA para simular ataques e testar continuamente os sistemas dos clientes.
PassHub (traveltech/B2B): vertical B2B criada pela Passabot captou R$ 7,5 milhões em rodada liderada pela Parceiro Ventures. A plataforma reúne fornecedores do setor de turismo em um único sistema, já possui mais de 2 mil agências cadastradas e afirma ter transacionado mais de R$ 30 milhões.
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