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Cowork e o SaaSpocalypse + Agibank faz IPO nos EUA

E mais: Endividamento recorde no Brasil

Bom dia!

Vem ler o que está acontecendo de mais relevante em tech e inovação.

O que você vai ver hoje:

  • Endividamento recorde no Brasil

  • Em meio a mau humor, Agibank capta US$ 276 mi em IPO na Nasdaq

  • Carros mais roubados em São Paulo em 2025

  • SaaSpocalypse: nova ferramenta Claude Cowork assusta o mercado

  • A queda do Bitcoin e a reação do investidor brasileiro

Conhecimento compartilhado faz o mercado crescer. O seu e o entorno.
Na Snaq isso é uma crença e queremos que toda empresa se veja como o que é: uma organização de conhecimento.

→ Por isso estamos criando o Show Your Data.
Toda semana, vamos selecionar uma empresa e mostrar aqui, do jeito Snaq, um dado interessante do seu negócio ou do seu mercado que valha a pena ser compartilhado.

Quer compartilhar o que sabe? Manda um e-mail pra gente pra participar da seleção semanal.

BRASIL

ENDIVIDAMENTO EM RECORDE HISTÓRICO NO BRASIL

O percentual de famílias brasileiras com dívidas voltou a atingir 79,5% (+3,4% a/a) em janeiro, igualando o recorde histórico de outubro de 2025, segundo a CNC.

→ Apesar do recorde, a inadimplência recuou para 29,3%, menor nível desde abril. Ainda assim, 12,7% das famílias disseram que não têm condições de pagar suas dívidas.

→ O tempo médio de atraso nas dívidas subiu para 64,8 meses. Quase metade dos inadimplentes (49,2%) estão com contas atrasadas há mais de 90 dias.

→ Mais da metade das famílias (56,2%) comprometem entre 11% e 50% da renda mensal com dívidas. Segundo a CNC, boa parte do crédito está sendo usada para tapar buracos no orçamento, e não para consumo.

AGIBANK CAPTA U$S 276 MI EM IPO NOS EUA, DEPOIS DE CORTAR A OFERTA PELA METADE

O Agibank estreou na Nasdaq levantando US$ 276 milhões, bem abaixo do plano inicial, que previa captar até US$ 785 milhões. Para conseguir fechar a operação, a fintech reduziu em 50% o número de ações colocadas à venda e baixou o preço para US$ 12 por ação, o piso da faixa.

O apetite mais fraco dos investidores veio principalmente de três fatores:

  1. Clima ruim para empresas de tecnologia e fintechs, reforçado pelo desempenho do PicPay, que caiu cerca de 20% após seu IPO.

  2. Dúvidas sobre a sustentabilidade do crescimento e dos lucros do Agibank, mesmo com a empresa reportando lucro líquido de R$ 832 milhões.

  3. Ruído regulatório com o INSS, que chegou a bloquear novos empréstimos consignados da fintech por suspeitas de irregularidades, aumentando a percepção de risco.

CARROS MAIS ROUBADOS EM SÃO PAULO EM 2025

O Hyundai HB20 foi o carro mais roubado na grande São Paulo, entre jan e nov/25, com 2.216 ocorrências, seguido por Ford Ka, Chevrolet Onix, Volkswagen Gol e Chevrolet Corsa.

  • O HB20 chamou atenção por ter saltado da sexta posição para o topo da lista em um ano.

  • O ranking considera 39 municípios da grande São Paulo e, entre janeiro e novembro, foram 44.456 roubos e furtos, contra 50.297 no mesmo período de 2024, segundo levantamento da Ituran Brasil com base em dados da SSP-SP.

  • Apesar de as ocorrências terem caído 11,6% em 2025, o volume segue alto. Do total registrado, 83,9% foram furtos, quando não há violência ou grave ameaça, e 16,1% roubos. A capital concentra 64,3% do total de ocorrências.

O que está por trás do foco nestes modelos?

  • Modelos populares, com alta circulação e forte demanda por reposição de peças, são o principal alvo.

  • Carros que aparecem no ranking como Fox, Corsa, Uno, Gol e Ka já estão fora de linha, o que aumenta a procura por peças no mercado paralelo. Além de uma questão de segurança pública, parte da dinâmica de roubos e furtos é influenciada pela cadeia de reposição automotiva e circularidade do mercado.

O que mais aconteceu?

DADO DA SEMANA

A QUEDA DO BITCOIN E A REAÇÃO DO INVESTIDOR BRASILEIRO
conteúdo com Mercado Bitcoin

Depois de atingir US$ 126 mil em outubro de 2025, o Bitcoin recuou mais de 50% e voltou para a faixa dos US$ 70 mil, em um dos movimentos de correção mais intensos desde 2022.

→ A reação no Brasil: A queda mais forte se concentrou na primeira semana de fevereiro. Ainda assim, foi justamente nesse período que a plataforma do MB | Mercado Bitcoin registrou 5,6 vezes mais investidores comprando do que vendendo o ativo, indicando leituras diferentes sobre risco e horizonte de investimento.

→ O que está por trás da correção do Bitcoin? 

  • ETFs aceleram a queda: Resgates relevantes em ETFs de Bitcoin retiraram liquidez do mercado. Mais de US$ 318 milhões deixaram esses fundos em uma única semana, pressionando preços no curto prazo e sinalizando redução de risco por parte de investidores institucionais.

  • Incertezas globais: A combinação de tensões geopolíticas, sinais de crescimento econômico mais fraco em algumas regiões, volatilidade cambial e instabilidade política aumentou a cautela de investidores institucionais e de varejo, ampliando os movimentos de preço.

  • Política monetária americana: A expectativa de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos fortalece o dólar e limita a liquidez para ativos mais voláteis, como criptomoedas, reduzindo o apetite por risco.

  • Medo extremo no mercado cripto: O índice Fear & Greed atingiu níveis historicamente baixos, indicando que parte relevante das vendas foi motivada por aversão ao risco e emoção, e não por mudanças estruturais nos fundamentos. Em momentos de correção intensa, o mercado tende a se dividir entre decisões de curto prazo e estratégias com foco no longo prazo.

    Fonte: Análise Mercado Bitcoin

Conteúdo em parceria com MB Mercado Bitcoin.
A Snaq não faz recomendação de investimentos. Estude o mercado antes de qualquer decisão.

MUNDO

SaaSPOCALYPSE

O lançamento de uma nova feature do Cowork Anthropic (com habilidades para legal como revisão de contratos, pesquisas e rascunhos legais via IA) aumentou o pânico em Wall Street, provocando uma venda generalizada de ações de empresas de software.

→ O Claude Cowork é um assistente de IA no-code e com capacidades agênticas, criado para uso corporativo. Ele permite que empresas automatizem fluxos de trabalho sem precisar escrever código e tem sido bem avaliado pelo mercado. Ontem ele foi lançado também para Windows.

🧨Na última terça (3) quase US$ 300 bilhões em valor de mercado evaporaram. O medo? Que IA substitua uma grande fatia dos softwares tradicionais, de legaltechs a sistemas de RH e plataformas de dados.

O software morreu? As ações de software estiveram em queda livre durante toda a semana, inclusive a da maior empresa de software de todas: a Microsoft. É tentador dizer que todo mundo está reagindo de forma exagerada à ameaça da IA, e estão, no curto prazo. Mas a história mostra que mudanças fundamentais nos insumos de uma indústria transformam essa indústria no longo prazo, geralmente em prejuízo dos incumbentes: basta ver o que a internet fez com o mercado de conteúdo.

Ben Thompson, autor do Stratechery

Go deeper 

WALMART ENTRA PRO CLUBE DO US$ TRILHÃO

Na terça (3), a varejista bateu US$ 1 tri de valor de mercado, a primeira “brick and mortar” a conseguir isso, puxada por IA e e-commerce, e se juntando à rival Amazon no clube do tri.

→ De 2000 a 2013, o papel ficou estagnado depois de subestimar a internet. Mas desde então, Walmart virou quase uma tech stock: investiu pesado em digital, usando pontos físicos como estratégia de distribuição e multiplicou seu valor de mercado por 5.

→ Em 2026, as ações do Walmart acumulam alta de 15%, impulsionadas pelo crescimento do e-commerce e pelos investimentos em inteligência artificial.

→ Um investimento de US$ 100 no IPO em 1969, sem reinvestir dividendos, valeria cerca de US$ 4,76 milhões atualmente.

O que mais aconteceu?

APORTES BRASIL
  • ONEVC (fundo de venture capital): a gestora fechou seu terceiro fundo com US$ 50 milhões, superando a meta inicial de US$ 40 milhões. Um terço do capital vem de um endowment norte‑americano e cerca de 10% da brasileira Spectra. O novo veículo terá foco em investimentos early stage, os três primeiros aportes estão em startups de inteligência artificial.

  • Avenia (infra financeira & stablecoin): a fintech emissora da stablecoin BRLA levantou US$ 17 milhões em Série A com Quona, Big Bets, Headline, Fluent Ventures, Tomorrow Capital, Palm Drive, Kaza, Pátria High Growth, Sequoia Scout Fund & Accel Scout Fund e investidores‑anjo.

  • BeConfident (edtech de idiomas com IA): a startup brasileira de ensino de idiomas por IA recebeu R$ 85 milhões em Série A liderada pela Prosus, com participação dos fundos Rethink, Alexia Ventures e Endeavor. Avaliada em R$ 530 milhões, a empresa planeja quintuplicar a receita (de R$ 60 mi em 2025 para R$ 300 mi em 2026) e conquistar 1 milhão de alunos pagantes em dois anos, expandindo‑se para Estados Unidos, Europa e Ásia.

  • Ruvo (fintech de remessas): a fintech que conecta Pix, stablecoins e contas em dólares para facilitar remessas entre Brasil e Estados Unidos captou US$ 4,6 milhões em rodada seed liderada pela 1confirmation, com participação de Coinbase Ventures, Rebel Fund, Blast, Neer Ventures, First Check Ventures e Mission Street Capital.

  • Tilt (cloud sustentável): a startup de computação em nuvem descentralizada, que usa energia renovável e dispositivos ociosos para competir com big techs de computação em nuvem, levantou US$ 4 milhões em rodada pré‑seed, com cheques dos family offices das famílias Feffer (controladora da Suzano) e Vantini, além dos investidores Daniel McQuoid e Marcelo Helou da Fonseca.

M&As E PARCERIAS BRASIL
  • HexaDigital + PurpleBird: as empresas de cibersegurança se fundiram para formar a Hexa Security, nova unidade do grupo MakeOne. A combinação integra serviços que vão de prevenção e detecção a resposta a incidentes e conformidade legal.

  • Laqus → Estar.finance: a fintech de infraestrutura financeira Laqus anunciou a compra da plataforma de negociação de ativos digitais Estar.finance, a primeira autorizada pela CVM para operar tokenização dentro do sandbox regulatório. Valor não divulgado e sujeita à aprovação regulatória.

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