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Enter se torna 1o unicórnio de IA da América Latina + Resultados Big Techs

E mais: O poder das marcas no e-commerce

Bom dia!

Vem ler o que está acontecendo de mais relevante em tech e inovação, hoje em parceria com a WebGlobal, empresa que monitora o e-commerce brasileiro em tempo real através da plataforma WebPrice.

O que você vai ver hoje:

  • Enter se torna 1º unicórnio de IA da América Latina

  • Desenrola 2.0 e o perfil do (não) investidor brasileiro

  • Resultados Amazon, Google e Meta

  • Série: O poder das marcas no e-commerce

BRASIL

ENTER SE TORNA 1º UNICÓRNIO DE IA DA AMÉRICA LATINA

A Enter, startup brasileira de IA para o setor jurídico fundada em 2023, levantou R$ 500 milhões em uma rodada série B e atingiu valuation de US$ 1,2 bilhão, tornando-se o primeiro unicórnio de IA da América Latina.

→ A startup triplicou de valor em um ano
→ Receita recorrente anualizada chegou a R$ 50 milhões em 2025
→ Plataforma processa mais de 300 mil casos por ano e cerca de 20 bilhões de tokens por dia

A rodada foi liderada pela Founders Fund, com entrada de Kaszek e Ribbit Capital. A startup atende empresas como Nubank, Bradesco, Santander e Airbnb.

  • A Enter usa IA para analisar processos, organizar provas e sugerir estratégias jurídicas, com revisão humana na etapa final.

Legaltech em alta: A americana Harvey foi recentemente avaliada em US$ 11 bilhões, e a Legora, com sede em Estocolmo, alcançou o valuation de US$ 5,5 bilhões. A Anthropic também tem aumentado a atuação em serviços jurídicos com o lançamento de plug-ins especializados.

GOVERNO LANÇA “DESENROLA 2.0” PARA RENEGOCIAR DÍVIDAS

O governo federal lançou uma nova versão do programa Desenrola Brasil para renegociação de dívidas, mirando pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105).

→ Brasil atingiu 82,8 milhões de inadimplentes em março, recorde da série histórica da Serasa
→ Trabalhadores poderão usar até 20% do FGTS ou R$ 1 mil para quitar dívidas
→ Governo estima liberação de até R$ 8,2 bilhões via FGTS
→ O programa prevê descontos de 30% a 90%, juros de até 1,99% ao mês e parcelamento em até 48 meses. Dívidas de até R$ 100 poderão limpar o nome imediatamente.

Entre as contrapartidas, participantes terão o CPF bloqueado em plataformas de apostas por 12 meses.

  • O programa busca reduzir a inadimplência e liberar renda para consumo, enquanto o avanço das dívidas e das bets pressiona o orçamento das famílias.

  • O Raio-X do Investidor Brasileiro 2025, publicado recentemente pela ANBIMA, reforça o perfil comportamental financeiro preocupante do brasileiro, com 55% da população não guardando dinheiro de nenhuma forma:

O que mais aconteceu?

DADO DA SEMANA
conteúdo com WebGlobal

O PODER DAS MARCAS NO E-COMMERCE

→ A marca de smartphone que o brasileiro mais usa é Samsung, mas quem domina as prateleiras digitais é a Xiaomi.

Segundo pesquisa Mobile Time, Samsung é a marca de 40% dos usuários no país, seguida por Apple (27%), Motorola (16%) e Xiaomi (14%).

Mas os dados da WebGlobal mostram que a Xiaomi é quem lidera o share de ofertas online com 27% do total, seguida por Samsung (23%).

  • Esse dado pode sinalizar que a Xiaomi aposta em volume para ganhar share, usando mais ofertas como pontos de contato para alcançar novos consumidores.

→ A Samsung tem maior participação de remessas no Brasil que na média mundial.

Globalmente, Samsung e Apple dividem a liderança com 19% cada em 2025. No Brasil, Samsung domina com 34%, Motorola/Lenovo fica em segundo com 21%, e Apple aparece com apenas 18%.

Como as vendas finais não são públicas, o mercado de smartphones usa remessas como proxy: quem mais envia aparelhos ao varejo tende a ter maior participação nas vendas.

E mais da metade do mercado de smartphones no Brasil passa por um único canal: o MeLi concentra 51% de todas as ofertas de smartphones no e-commerce BR, segundo a WebGlobal.

Para as marcas, isso representa um risco de concentração. Para o próprio MeLi, uma posição de poder de negociação sobre fabricantes e sellers.

→ Entre as 5 lojas com mais ofertas mapeadas pela WebGlobal, o MeLi combina alta variedade (1.296 SKUs) com altíssimo volume de ofertas (12.882).

Os demais ficam muito atrás: Magalu tem 771 SKUs e 2.543 ofertas, Amazon tem 553 SKUs e 2.438 ofertas.

  • Um caso ilustrativo é da KaBuM: com 649 SKUs, mais que Amazon, gera apenas 1.010 ofertas, o que sugere menor tração de vendedores terceiros na plataforma.

→ E quais e-commerces cobrem mais marcas do mercado? A Magalu oferece 88% das marcas de smartphones disponíveis no mercado digital BR. Mercado Livre aparece em 2º com 66%, seguido por KaBuM (51%) e Amazon (41%).

📊 Fonte: Dados do Sistema WebPrice da WebGlobal

#PoderDasMarcas é uma série em parceria com a WebGlobal, que monitora o e-commerce BR em tempo real através do WebPrice, sistema que rastreia preços, ofertas e mix de produtos em canais digitais.

IA E MUNDO

AMAZON SUPERA EXPECTATIVAS COM AVANÇO DE IA E NUVEM

A Amazon reportou receita de US$ 181,5 bilhões no 1º trimestre de 2026, alta de 17% em um ano, acima das projeções do mercado.

→ Lucro líquido foi de US$ 30,3 bilhões
→ Amazon Web Services cresceu 28%, para US$ 37,6 bilhões
→ Negócio de chips ultrapassou ritmo anualizado de US$ 20 bilhões em receita

  • A empresa atribuiu parte do desempenho ao crescimento da IA e ao ganho financeiro ligado ao investimento na Anthropic.

  • Apesar dos resultados acima do esperado, as ações caíram após a companhia divulgar projeções abaixo das estimativas para o trimestre atual.

O que mais aconteceu: a Amazon anunciou que vai lançar um serviço logístico de ponta a ponta pra indústria e varejo, uma espécie de “AWS da logística”, competindo com empresas como DHL e Fedex.

E GOOGLE TAMBÉM… COM CRESCIMENTO DE 63% DE CLOUD

A Alphabet reportou receita de US$ 109,9 bilhões no 1º trimestre de 2026, alta de 20%, impulsionada pelo avanço da nuvem e da demanda por IA.

→ A receita do Google Cloud cresceu 63%, para US$ 20 bilhões
→ Empresa elevou projeção de capex para até US$ 190 bilhões em 2026
→ Backlog da divisão de nuvem chegou a US$ 460 bilhões

Segundo o CEO Sundar Pichai, soluções corporativas de IA se tornaram o principal motor de crescimento da nuvem pela primeira vez.

  • A empresa afirmou ainda estar limitada por capacidade computacional: a receita poderia ter sido maior caso houvesse mais infraestrutura disponível.

O que mais aconteceu em IA?

Outras notícias globais:

APORTES e M&As BRASIL
  • Hero Seguros (insurtech/seguros): A insurtech de seguros personalizados captou R$ 35 milhões em sua primeira rodada, liderada pela Headline XP com participação da Actyus.

  • Elevify (edtech/Spotify da educação): A edtech quer ser o “Spotify da educação”, reunindo conteúdos dispersos em um hub de streaming educacional. Entre mais de 1 200 candidatas, apenas 15 startups foram selecionadas por Malta Enterprise para receber investimentos de € 800 mil a € 1,8 milhão. O aporte foi liderado pela Newtopia com participação da GP Investimentos, Lotux.VC e do braço de investimentos do governo de Malta.

  • Hyperus (indtech/monitoramento industrial): A Hyperus desenvolveu uma plataforma que integra hardware industrial, software em nuvem e inteligência artificial para monitorar linhas de produção em tempo real e o grupo FIEMG Anjos fez seu segundo investimento na startup.

  • Agrorobótica (agtech/solo): A agtech brasileira utiliza laser e IA para analisar o solo em segundos, eliminando reagentes químicos. A Vox Capital, via seu quarto fundo, liderou um aporte seed de cerca de R$ 10,8 milhões. A meta é acelerar a adoção da tecnologia, que promete diagnósticos mais rápidos e baratos para agricultores.

  • Bionexo (healthtech/gestão hospitalar): a brasileira Bionexo concluiu a compra do software de gestão hospitalar Tasy, que pertencia à Philips, por € 161 milhões (aprox. R$ 1,05 bi). A operação foi aprovada pelo Cade e resultou na criação da marca Bionexo Tasy; a nova empresa integrará a cadeia de suprimentos, sistemas administrativos e dados clínicos de hospitais e clínicas. Com 11 mil clientes, 1,2 milhão de usuários e presença em sete países da América Latina, a Bionexo Tasy movimenta R$ 45 bi por ano e se posiciona como a maior healthtech do continente.

  • Receita Previsível (vendas/CRM): A consultoria de vendas B2B comprou a carteira de clientes de prospecção da Meetz. O negócio envolve pouco mais de 200 clientes e a incorporação de parte da equipe da Meetz.

Aqui na Snaq, acreditamos que as melhores marcas são aquelas que compartilham conhecimento e se tornam thought leaders para a sociedade!

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