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Meta fecha acordo de US$ 10 bi com Google Cloud + Musk processa Apple e OpenAI
E mais: uso de criptomoedas na América latina cresceu 9x em 3 anos
Bom dia!
Vem ler o que está acontecendo de mais relevante em tech e inovação.
O que você vai ver nesta edição:
Meta fecha acordo de US$ 10 bi com Google Cloud
Musk processa Apple e OpenAI
Uso de criptomoedas na América Latina cresceu 9x em 3 anos
Principais aportes e M&As da semana
FINANCE E CRIPTO
APESAR DO PIX, CARTÕES SEGUEM CRESCENDO
Os cartões seguem crescendo, mesmo com o crescimento em paralelo do Pix. Eles movimentaram R$ 2,2 trilhões no primeiro semestre de 2025, +9,9% em relação ao ano anterior. O crédito puxou o resultado, com R$ 1,5 trilhão (+14,4%), enquanto o débito ficou estável em R$ 484,8 bilhões e o pré-pago avançou 4,8%, para R$ 190,1 bilhões. Os pagamentos por aproximação já respondem por mais de 70% das compras presenciais. A inadimplência no crédito chegou a 8,5% em junho, cerca de 1 ponto acima de 2024.
Mas vem mais competição por aí: em setembro deve ser lançado o Pix Parcelado, que pode impactar o uso de cartões, mas também deve incluir uma grande parcela da população sem acesso a cartão. Vamos acompanhar!
LUCRO DO BB CAI 60% NO TRI E SE EQUIPARA AO DO NUBANK
O lucro do BB desabou 60% e, pela primeira vez, se equipara ao do Nubank. O banco estatal, pressionado pela alta da inadimplência no agronegócio, teve seu pior lucro trimestral desde 2020 e o menor ROE desde 2016 (8,4%).
Já o Nubank seguiu em trajetória oposta: alcançou lucro de R$ 3,76 bi no 2T25, com ROE de 28% e desempenho acima das expectativas, impulsionado por ganhos de escala e menor custo de funding.
Veja a comparação completa entre os resultados do BB e do Nubank no nosso infográfico:

USO DE CRIPTOMOEDAS NA AMÉRICA LATINA CRESCEU 9x EM 3 ANOS
O volume de transações em exchanges de cripto na América Latina cresceu de US$ 3 bi em 2021 para US$ 27 bi em 2024, segundo o Relatório Cripto da América Latina 2025, da Dune. O avanço foi puxado por Brasil, México, Argentina e Venezuela. Até junho de 2024, a região recebeu US$ 415 bi em valor cripto. Exchanges centralizadas seguem dominantes (68,7% da atividade), pela confiança do público e acesso a moedas fiduciárias, além dos serviços de pagamentos, poupança e remessas internacionais.
Outro estudo recente estimou a quantidade de bitcoins necessária para se aposentar, em um padrão de gastos médio para diferentes países, e mostrou que, em boa parte do mundo, menos de 1 BTC seria suficiente.
No caso do Brasil, a estimativa é que a aposentadoria média em 2035 poderia ser alcançada com 0,15 a 0,25 BTC. Ainda assim, isso não significa realidade individual: padrões de consumo, custo de vida em cada cidade e impostos fazem muita diferença.
O estudo foi feito em julho de 2025, pelo researcher Sminston With, com as seguintes premissas: despesas anuais = renda média do país em USD (fonte: Our World in Data), ajustadas por 7% ao ano de inflação até 2035. O poder de compra do BTC foi projetado com um modelo conservador de valorização (5º percentil), baseado em efeitos de rede/adoção.
Rony Szuster, Head de Research do MB Mercado Bitcoin, comentou sobre o papel do bitcoin como estratégia complementar no plano de investimentos para o futuro:
“Planejar a aposentadoria sempre foi sobre garantir liberdade no futuro. O bitcoin, pela sua escassez e resistência à inflação, pode ser um aliado poderoso nesse processo, mostrando que mesmo pequenas alocações hoje podem se transformar em independência financeira amanhã.”
MUNDO
META FECHA ACORDO DE US$ 10 BI COM GOOGLE CLOUD
A Meta fechou um contrato de pelo menos US$ 10 bilhões com o Google Cloud por seis anos para acesso aos seus servidores, armazenamento e rede. O acordo é um dos maiores da história da Alphabet e faz parte da estratégia de Zuckerberg de investir centenas de bilhões em capacidade para projetos de IA.
A estratégia multinuvem: A Meta abandonou a dependência exclusiva de data centers próprios e diversificou com AWS, Azure, Oracle e CoreWeave.
O Google Cloud é apenas o terceiro colocado no mercado, mas tem conquistado negócios atraindo startups de IA com seu modelo Gemini 2.5. Veja como está a disputa pelo market share.
No 2º trimestre de 2025, as receitas globais de serviços de infraestrutura em nuvem alcançaram US$ 99 bilhões, um crescimento de +25% em relação ao 2T24.

MUSK PROCESSA APPLE E OpenAI
Elon Musk, por meio da X e da xAI, entrou com um processo contra Apple e OpenAI, alegando conluio para sufocar a concorrência em inteligência artificial. O bilionário acusa a Apple de proteger seu monopólio de smartphones ao integrar o ChatGPT em seus sistemas, fortalecendo o suposto monopólio da OpenAI no mercado de chatbots.
Zoom-out: esse é mais um capítulo da longa disputa entre Musk e Sam Altman. Musk, que foi cofundador da OpenAI, já tentou bloquear via justiça a transição do negócio para o modelo “for-profit” e chegou a fazer uma oferta não solicitada de US$ 97,4 bilhões para comprar a empresa.
INTEL GANHA FÔLEGO COM APOIO DE TRUMP (E DO SOFTBANK)
A Intel, que já foi sinônimo de supremacia americana em chips, vive tempos difíceis: perdeu espaço como fabricante para a TSMC e ficou para trás na corrida de chips para IA contra a Nvidia. Agora, o governo dos EUA entrou em cena para tentar salvar a empresa:
Trump autorizou um investimento de US$ 8,9 bi em troca de 9,9% da Intel para o governo americano, tornando-se o maior acionista da empresa. No total, com subsídios anteriores, a ajuda pública já chega a US$ 11,1 bi.
O pacote vem dias após o SoftBank anunciar aporte de US$ 2 bi na Intel.
Mas o dinheiro não resolve tudo: o grande desafio da Intel é atrair clientes para seus chips mais avançados (processos 18A e 14A). Sem grandes contratos externos, a divisão de fundição dos chips fica inviável. Os problemas técnicos de rendimento que eles vêm tendo complicam ainda mais a situação.
APORTES, M&As E PARCERIAS BRASIL
Starian capta R$ 640 mi da General Atlantic. O spinoff da Softplan, focado em softwares verticais para setor privado, recebeu R$ 640 milhões em rodada com a General Atlantic, que assumiu participação. A Starian, que fatura R$ 530 M e tem margem EBITDA de 22 %, utilizará os recursos para acelerar aquisições e abrir novas verticais.
Mercado de Recebíveis recebe novo cheque e passa a valer R$ 300 milhões. A fintech compra direitos creditórios e oferece cartão de crédito para lojistas. O novo investimento - o segundo em dois meses, foi liderado pela Headline e elevou o valuation de R$ 200 milhões para R$ 300 milhões. Valor não divulgado.
Firecrawl capta R$ 81 mi com Nexus VP e Y Combinator. A startup, fundada por brasileiro mas operando globalmente, levantou R$ 81 M em rodada liderada pela Nexus VP com follow-on da Y Combinator e participação de Tobias Lütke (Shopify). A plataforma open‑source converte páginas web desestruturadas em dados legíveis para LLMs.
Iniciador capta R$ 32 mi para novas modalidades de Pix. A fintech de infraestrutura de pagamentos levantou R$ 32 milhões em rodada liderada pela Valor Capital, com participação de big_bets, Alter Global, Actyus e Norte Ventures.
VAAS levanta R$ 20 milhões para prevenir fraudes. Os empreendedores Paulo Orione, Gustavo Tremel e Daniel Smolenaars, que venderam a Decora por US$ 100 milhões em 2018, criaram a VAAS, plataforma que conecta mais de 40 birôs de dados para análises de risco em tempo real. A startup captou R$ 20 milhões em rodada seed liderada pela Headline, com ABSeed e Honey Island.
MarisaCare capta R$ 8 milhões para escalar IA médica. A healthtech usa agentes de IA para automatizar contatos e organizar dados de pacientes em hospitais, e recebeu R$ 8 milhões em rodada pré-seed liderada pela Afya, com investidores-anjos como o ex-CEO da Amil.
Evertec compra 75 % da Tecnobank por R$ 787 mi. A companhia porto-riquenha de meios de pagamento Evertec adquiriu 75 % da brasileira Tecnobank, especialista em registro digital de contratos de financiamento de veículos, por US$ 144 milhões (cerca de R$ 787 milhões). É a terceira aquisição da Evertec no Brasil após PaySmart e Sinqia.
Pravaler levanta R$ 588 mi no maior FIDC de sua história. A operação atraiu R$ 1,7 bilhão em demanda e permitirá financiar 50 mil estudantes; ao todo, a fintech já captou R$ 4,5 bilhões em FIDCs desde 2002.
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