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Nu e Revolut disputam nas pistas + venda histórica de fintech de brasileiros
E mais: Amazon demite 16 mil

Bom dia!
Vem ler o que está acontecendo de mais relevante em tech e inovação.
O que você vai ver hoje:
Dois brasileiros fazem a maior venda de fintech para um banco
F1 virou lugar de tech: Nubank e Revolut disputando nas pistas
O que é o Clawdbot que viralizou nas redes essa semana
FINTECH BR
DOIS BRASILEIROS FAZEM A MAIOR VENDA DA HISTÓRIA DE UMA FINTECH PARA UM BANCO
Dois jovens brasileiros, Pedro Franceschi e Henrique Dubugras, venderam nesta semana o Brex, fintech que fundaram nos EUA, por US$ 5,15 bilhões para o banco americano Capital One.
Essa é a maior aquisição de uma fintech por um banco até hoje.
A história da dupla começou no Brasil quando tinham 18 anos e criaram a Pagar.me em 2013, vendida em 2016 para a Stone.
Com menos de 21 anos, mudaram para o Vale do Silício e logo fundaram o Brex em 2017, com a ideia de oferecer cartões corporativos e software de gestão financeira para startups que não conseguiam crédito nos grandes bancos.
O negócio cresceu rápido: alcançou US$ 100 milhões em receita anual recorrente em menos de um ano, virou unicórnio em 2018, decacórnio em 2021, e chegou a ter 35 mil clientes, como DoorDash e Anthropic.
Depois de alcançar o valuation de US$ 12,3 bi em 2021, o negócio enfrentou, nos últimos dois anos, uma desaceleração e precisou fazer um turnaround.
A venda para o Capital One foi a um valor descontado, de US$ 5,15 bi (7,4x seu run-rate de receita de US$ 700 mi), mas marca uma saída histórica, com o negócio se juntando a um gigante de mais de US$ 137 bilhões de valor de mercado. Franceschi permanece no comando da Brex.
Investidores iniciais como Ribbit e Y Combinator tiveram retornos de 500 a 700x segundo estimativas. O brasileiro Victor Lazarte, fundador da Wildlife e um dos primeiros a acreditar no negócio, publicou que teve retorno de 500x o valor investido.

Reprodução X @victorlazarte
F1 VIROU LUGAR DE TECH? NUBANK E REVOLUT DISPUTAM NAS PISTAS AGORA TAMBÉM
Nubank e Revolut levaram sua rivalidade para as pistas da Fórmula 1. Um dia depois da estreia da equipe Audi Revolut, o Nubank anunciou uma parceria global com a Mercedes-AMG Petronas. Ambas querem usar o alcance da F1 para impulsionar suas marcas internacionalmente.
O que está por trás:

Reprodução site Mercedes
Para o Nu →
O Nubank, com 127 milhões de clientes na América Latina, quer acelerar sua entrada nos EUA e vê na Mercedes F1 uma ponte com fãs e mercados estratégicos como Brasil, México e Colômbia.
O Nu aproveitou o anúncio com a Mercedes para seu perfil do Nubank USA no Instagram.
A F1 tem 3 corridas por ano nos EUA e grande parte do público da F1 é de alta renda, que pode fortalecer o cartão Ultravioleta do Nu.

Reprodução site Audi
Para a Revolut →
Já a Revolut, com 65 milhões de clientes em 39 países, aposta na nova equipe Audi e no piloto brasileiro Gabriel Bortoleto para crescer no Brasil, onde atua desde 2023.
A fintech também quer usar a F1 como trampolim para chegar a 100 milhões de usuários em 2027.
A Audi é uma newcomer na F1, brigando com as equipes tradicionais, e representa a batalha da Revolut com os incumbentes no mercado financeiro.
Outros pontos-chave →
F1 virou lugar de techs, com Microsoft na Mercedes, Google na McLaren, AWS na própria F1, Oracle e RedBull…
A F1 também ficou muito popular com as gerações Z e alpha, especialmente depois do lançamento da série Drive to Survive do Netflix, em 2019. Essas novas gerações se engajam bastante em conteúdo e discussões sobre F1 no X, TikTok, Instagram.
As fintechs alcançam, assim, dois grandes públicos com um patrocínio só, a alta renda e os jovens.
O que mais aconteceu?
DADO DA SEMANA

Saiu o ranking do Bacen de reclamações dos bancos no 4º trimestre de 2025! O PicPay ficou em 1º lugar como o banco com mais reclamações proporcionais. A instituição está próxima da sua estreia na bolsa de NY, que deve acontecer no dia 29 de janeiro. C6, Bradesco, Neon e Inter completam o top 5. Cartões de crédito lideraram os problemas, seguidos por crédito consignado.
O Ranking de Reclamações é feito a partir de reclamações do público registradas nos canais de atendimentos do Bacen (internet, correspondência, presencial ou telefone) e é calculado assim: Reclamações reguladas procedentes dividido ➗ pelo Número de clientes.
Fonte: Banco Central
MUNDO
CLAWDBOT VIRALIZA E ANTHROPIC EXIGE MUDANÇA DE NOME
O Moltbot (ex-Clawdbot), que se descreve como a “AI that actually does things”, viralizou essa semana.
O que é? É um software que pode controlar o computador e se conectar ao browser e apps como Slack, WhatsApp, e age conforme você fizer pedidos de tarefas. À medida que ele age, ele cria memória das interações para refinamento e aprendizado. Ele pode receber os comandos por mensagem de WhatsApp, por exemplo.
Criado pelo austríaco Peter Steinberger como projeto pessoal, o software acumula mais de 44 mil estrelas no GitHub e chegou a impulsionar ações da Cloudflare, infraestrutura que os devs usam para rodá-lo, com o buzz.
Depois de uma disputa de marca com a Anthropic (por parecer com Claude), o Clawdbot virou Moltbot.
A promessa de uma IA que “realmente faz as coisas” também acendeu alertas de segurança: o Moltbot roda localmente e é open source, mas pode dar espaço para executar prompts arbitrários no seu computador, abrindo brecha para ataques via mensagens ou links maliciosos. Usuários têm testado em computadores separados, como um sandbox, sem acesso a dados e credenciais importantes.
AMAZON FAZ DEMISSÕES E FECHA AMAZON FRESH AND GO
A Amazon anunciou nesta quarta (28) a demissão de cerca de 16 mil funcionários, aprofundando os cortes iniciados em outubro de 2025, quando 14 mil já haviam sido desligados. A medida faz parte do chamado Project Dawn e atinge áreas como AWS, varejo, Prime Video e RH. Os recursos serão redirecionados para IA e data center.
A empresa também está fechando as suas + de 70 lojas de varejo físico Amazon Fresh e Amazon Go nos EUA, que não deslancharam, pra focar os esforços sob o guarda-chuva da Whole Foods.
O que mais aconteceu?
APORTES BRASIL
CashU (crédito B2B): a fintech de crédito digital para PMEs levantou R$ 120 milhões por meio de seu FIDC, com a entrada da BTG Asset Management e da Capitânia Investimentos; o Itaú BBA, investidor desde 2025, aumentou sua participação. Os recursos financiarão a expansão da CashU e reforçarão seu modelo de risco baseado em IA.
Nagro (crédito agro): a fintech de crédito para agronegócio captou R$ 50 milhões na primeira etapa de sua Série B, liderada pela Rabo Partnerships (braço de investimentos do Rabobank) com participação da Itaú Ventures.
Delfos (IA para energia renovável): a Copel Ventures liderou a extensão da Série A de € 3 milhões na Delfos, startup de IA para manutenção preditiva de parques eólicos e solares fundada por brasileiros e sediada em Barcelona. O cheque teve a participação de fundos globais Contrarian Ventures e EDP Ventures e dos brasileiros DOMO.VC e Headline.
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