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OpenAI negocia valuation de US$ 1,2 tri e BTG entra na disputa das maquininhas
E mais: Amodei pede pra frear IA
Bom dia!
Vem ler o que está acontecendo de mais relevante em tech e inovação.
O que você vai ver hoje:
Nubank estreia nos EUA e lança conta global em mais de 35 países
BTG entra na disputa das maquininhas mirando mercado de R$ 50,5 tri
OpenAI discute rodada a valuation de US$ 1,2 tri antes do IPO
CEO da Anthropic pede que empresas desacelerem o avanço da IA
Aportes e M&As da semana no Brasil
SNAQ CLASSES
Inscrições abertas para o workshop Os 5 Níveis de IA: de Usuário a Orquestrador, da Snaq, ministrado por Carlos Gamboa, sócio da Fisher Venture Builder, cofundador da Mantis-ai e engenheiro pelo ITA.
O que é: em 2 horas ao vivo e on-line, os participantes identificam em qual dos cinco modos de trabalho com IA sua operação está e constroem um plano de 90 dias para levar um processo do uso pontual à delegação e à orquestração.
Para quem: líderes que querem ir além dos prompts e da automação de tarefas para começar a operar processos completos com IA.
Vagas limitadas para garantir a interação ao vivo.
BANCOS E FINTECHS BRASIL
NUBANK ESTREIA NOS EUA E LANÇA CONTA GLOBAL EM MAIS DE 35 PAÍSES
O Nubank oficializou lançamento nos Estados Unidos e apresentou o Nu Global, uma conta voltada a pessoas que moram fora de seus países de origem (com lista de espera pra novos clientes).
Expansão em duas frentes:
Nu EUA: conta com rendimento de 3,5% ao ano, cartão premium e transferências sem taxas para Brasil, México e Colômbia.
Nu Global: conta multimoeda, cartão virtual, negociação de ativos digitais e transferências internacionais para mais de 35 países da América Latina e da Europa.
→ O movimento amplia a tese internacional do Nubank para além dos mercados latino-americanos. Em vez de replicar integralmente o banco brasileiro em cada país, a companhia começa com produtos globais mais leves, como transferências, câmbio, investimentos e cartões.
BTG ENTRA NA DISPUTA DAS MAQUININHAS MIRANDO MERCADO DE R$ 50,5 TRI
O BTG Pactual lançou o portfólio completo do BTG Pay, sua nova plataforma de pagamentos para empresas. A oferta inclui maquininha, link de pagamento, cartão de crédito B2B, split, conciliação e pagamentos e recebimentos em lote.
O banco entra em um mercado com mais de 300 empresas de adquirência, mas diz que não pretende competir apenas pela maquininha. A ideia é levar às transações entre empresas a mesma flexibilidade que já temos no varejo, permitindo que compradores e fornecedores negociem prazos, parcelamento e limites.
→ O tamanho do mercado: o BTG calcula que pode disputar parte de um fluxo anual de R$ 50,5 trilhões, formado por:
R$ 4,5 trilhões movimentados pela adquirência;
R$ 11 trilhões em boletos entre empresas;
R$ 35 trilhões em pagamentos B2B via TED ou Pix.
Para criar uma rede fechada, o cartão BTG Pay terá bandeira própria e será aceito nas maquininhas do banco.
O que mais aconteceu no Brasil?
DADO DA SEMANA
Trinta anos depois de a Motorola lançar o StarTAC, a Apple entrou no mercado dos aparelhos que abrem e fecham =P

Ok, ok, a tecnologia mudou, mas ainda assim a Apple entra neste mercado pelo menos 7 anos depois das concorrentes.
→ Em 2019, Samsung e Motorola inauguraram a geração moderna dos dobráveis com telas flexíveis. Agora, a Apple apresenta o iPhone Duo, que chega como o mais caro da categoria.
→ No Brasil, o aparelho parte de R$ 21.999, com 256 GB, e chega a R$ 30.999 na versão de 2 TB. Na comparação entre modelos de 256 GB, custa 50,7% mais que o Samsung Z Fold8 Ultra. Com 1 TB, são R$ 26.499, contra R$ 17.799 do Samsung mais próximo.
A pré-venda do iPhone Duo começa em 16 de outubro, e o aparelho chega às lojas brasileiras em 23 de outubro. O iPhone 18 chega às lojas esta sexta, dia 18/09.
Impacto no mercado: a entrada da Apple pode acelerar a adaptação de apps às telas dobráveis e ampliar seu uso como ferramenta de trabalho, especialmente com IA.
Veja no nosso dado 🎲 da semana quanto o novo iPhone custa em comparação aos principais smartphones dobráveis vendidos no Brasil, com dados do sistema WebPrice da WebGlobal.
IA E MUNDO
OPENAI DISCUTE RODADA COM VALUATION DE US$ 1,2 TRI ANTES DO IPO
A OpenAI está em conversas preliminares com investidores para levantar uma nova rodada a um valuation de cerca de US$ 1,2 trilhão. As discussões teriam sido iniciadas pelos próprios investidores, e os termos ainda podem mudar.
→ O valor representaria uma alta de aproximadamente 41% sobre os US$ 852 bilhões da rodada fechada em março, quando a empresa captou US$ 122 bilhões de investidores como Amazon, Nvidia e SoftBank.
Mas o IPO vai ter que esperar: Sam Altman disse que abrir o capital ainda em 2026 seria uma decisão imprudente diante das questões de segurança em torno dos modelos mais avançados. A expectativa agora é que uma eventual listagem aconteça em 2027.
→ A nova rodada permitiria que a OpenAI continuasse financiando sua infraestrutura sem enfrentar imediatamente a pressão, a transparência e a cobrança por rentabilidade do mercado de capitais.
CEO DA ANTHROPIC PEDE QUE EMPRESAS DESACELEREM O AVANÇO DA IA
Dario Amodei, CEO da Anthropic, publicou um texto defendendo que os laboratórios reduzam o ritmo de avanço dos modelos de fronteira para que os mecanismos de segurança consigam acompanhá-los.
→ A proposta dele é atrelar o aumento das capacidades a avaliações externas e garantias de segurança, criando uma espécie de sistema de checkpoints para os modelos.
Por que agora? Segundo ele, dois acontecimentos mudaram o cenário:
Os modelos começaram a participar de forma relevante do desenvolvimento da próxima geração de IA, acelerando um ciclo de automelhoria recursiva.
No incidente OpenAI–Hugging Face, um grupo de agentes realizou ataques cibernéticos fora do escopo da tarefa deles e tentou interferir no sistema que avaliava seu desempenho.
Amodei diz que, sem novas proteções, sistemas semelhantes poderiam ser capazes de construir uma botnet persistente e causar centenas de bilhões de dólares em danos dentro de seis a doze meses.
O plano tem três etapas:
Avaliadores externos dentro dos laboratórios, com acesso semelhante ao de funcionários e liberdade para publicar descobertas desfavoráveis.
Coordenação entre empresas e governos democráticos, com padrões comuns e limites para avanços sem verificação.
Acordos globais, incluindo tentativas de coordenação com países autoritários e mecanismos para verificar o cumprimento das regras.
→ O alerta abriu um racha no Vale do Silício. Sam Altman reconheceu a necessidade de avançar com mais cautela, mas Jensen Huang, CEO da Nvidia, defendeu acelerar o desenvolvimento e evitar novas restrições.
→ Pulga atrás da orelha: o pedido gerou desconfiança sobre os interesses da Anthropic. Uma coordenação entre os maiores laboratórios, com regras e avaliações caras, poderia elevar barreiras de entrada e frear concorrentes, daí as críticas sobre captura regulatória e até conluio anticompetitivo. Não há evidência de que essa seja a motivação de Amodei; e a promessa de abrir a própria empresa a avaliadores externos, joga a favor dele. Mas o potencial benefício comercial alimenta a suspeita.
O que mais aconteceu em IA?
Infraestrutura de nuvem da Oracle cresce 121% com demanda de IA
Apple preparou a Siri para usar modelos como ChatGPT e Claude
Universal Music e ElevenLabs preparam plataforma de música generativa licenciada
Meta lança agente pessoal que compra, organiza e-mails e planeja viagens
Anthropic projeta cenário em que IA leva o PIB a crescer 15% ao ano
DeepMind cria atlas com 9 bilhões de possíveis mutações do DNA humano
O que mais aconteceu no mundo?
Bending Spoons fecha acordo para comprar a Miro por US$ 1,355 bilhão
Estados Unidos confirmam pela primeira vez que instalaram armas em órbita
SpaceX marca para 22 de setembro a primeira tentativa de colocar a Starship em órbita
The Boring Company levanta US$ 3 bilhões a valuation de US$ 23 bilhões
Google compra 1 milhão de créditos de carbono ligados ao cultivo de arroz
APORTES E M&As BRASIL
Premia + Aulapp (edtech/IA): a Premia, que usa modelos próprios de IA para identificar lacunas de aprendizagem e recomendar reforços a escolas e universidades, comprou a Aulapp, fornecedora de soluções educacionais para escolas e empresas. Foi a primeira aquisição da edtech após uma rodada de R$ 5 milhões; o valor do negócio não foi divulgado.
NotCo Brasil + Grupo Ferrara (foodtech): a NotCo, foodtech chilena conhecida por alimentos plant-based desenvolvidos com IA, vendeu sua operação brasileira ao Grupo Ferrara, companhia de alimentos com marcas naturais no Brasil e nos Estados Unidos. O valor não foi divulgado. Com a saída, o Chile passa a ser o único mercado administrado diretamente pela NotCo, que concentra sua nova estratégia na plataforma B2B NotCo AI para a indústria de consumo.
Magnar (legaltech/IA): a legaltech, que reúne pesquisa jurídica, redação e comparação de documentos, assinatura eletrônica e gestão de contratos em uma plataforma de IA integrada ao Word e ao Outlook, levantou US$ 8 milhões em Série A. O capital financiará sua entrada no Brasil e no México; a meta é alcançar 75 mil advogados brasileiros e fazer do país 35% de sua receita e de seus usuários até o fim de 2027.
NOVUS + Gefran (automação industrial): a Gefran, multinacional italiana que fabrica sensores, componentes e sistemas de controle de processos industriais, assinou um acordo para comprar 100% da NOVUS. A brasileira desenvolve controladores, sensores, dispositivos IoT e softwares de monitoramento para automação industrial. O valor não foi divulgado, e a conclusão está prevista para ocorrer em até 180 dias.
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