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Resultados: Nubank, MeLi, Nvidia + Disputa no streaming
E mais: OpenAI faz maior rodada privada da história,de US$ 110 bi

Bom dia!
Vem ler o que está acontecendo de mais relevante em tech e inovação.
O que você vai ver hoje:
Resultados de Nu, Mercado Livre e Nvidia
Paramount vence disputa com Netflix pela Warner
Market share de audiência do streaming no Brasil
Nova captação da OpenAI + AI-powered wars
BRASIL
RECEITA DO MeLi CRESCE MAS LUCRO ABAIXO DO ESPERADO FRUSTRA O MERCADO
As ações do Mercado Livre caíram após o balanço do 4T25. O papel chegou a cair 14% no dia 25 em NY. Nos últimos dias, acumula 15% de queda.
→ O principal fator foi o lucro operacional, EBIT, 11% abaixo das expectativas, pressionado por investimentos em marketing, frete grátis e expansão do crédito. Segundo a XP, esses gastos reduziram a margem EBIT em cerca de 5 a 6 pontos percentuais no trimestre.
→ Mesmo com a pressão nas margens, o crescimento de receita e vendas foi forte. O GMV atingiu US$ 19,9 bilhões no trimestre, alta de 37% ano a ano, com o Brasil crescendo 35% após a redução do valor mínimo para frete grátis. A receita trimestral somou US$ 8,8 bilhões (+45%) e a base também segue avançando, com 83 milhões de compradores únicos (+24%).
→ O Mercado Pago também manteve ritmo acelerado: TPV de US$ 83,7 bilhões (+42%), 78 milhões de usuários ativos (+27%) e carteira de crédito de US$ 12,5 bilhões (+90%), com inadimplência em 4,4%, mínima histórica.

NUBANK TEM RESULTADO RECORDE MAS AÇÕES CAEM
Enquanto busca a expansão para os EUA, o Nubank reportou lucro líquido recorde de US$ 894,8 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 50% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita somou US$ 4,86 bilhões, um avanço de 45%.
Zoom-in nos resultados:
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) ficou em 33%. O ROE é o Lucro Líquido ÷ Patrimônio Líquido e indica o quanto a empresa gerou de lucro para cada real investido pelos acionistas. Para comparação, o ROE do Itaú em 4T25 foi de 24,4%.
A carteira de crédito do Nu cresceu 40% em 12 meses, para US$ 32,7 bilhões, enquanto a inadimplência acima de 90 dias caiu para 6,6%.
A base chegou a 131 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia, com 17 milhões de novos usuários em 2025.
Reação do mercado:
Mesmo com o balanço forte, as ações caíram mais de 10% nos últimos 5 dias (até 3/3), após a divulgação. O motivo? Os bons resultados já eram esperados e, em grande parte, já estavam refletidos no preço das ações, agora o nível de exigência aumenta pela consistência do crescimento.

O que mais aconteceu?
DADO DA SEMANA
PRIME VIDEO CONSOLIDOU SUA LIDERANÇA NO BRASIL EM 2025

O 4T25 consolidou a mudança no topo do streaming no Brasil. O Prime Video fechou o trimestre com 21% de market share de audiência, enquanto a Netflix caiu para 19%. A virada começou ao longo de 2025, quando as duas plataformas passaram a disputar ponto a ponto a liderança.
Por que o Prime? No Brasil, um dos diferenciais do Prime tem sido o investimento em esportes ao vivo, com transmissões da Série A do Brasileirão, Copa do Brasil e NBA, ampliando engajamento e retenção.
Disputa na vice-liderança: O Disney+ chegou a 18%, após ganhar dois pontos percentuais no ano, e colou no Netflix. Além de a plataforma fornecer conteúdo da ESPN, em outubro passou a incorporar também o catálogo da Hulu globalmente.
Os dados consideram a atividade de mais de 4 milhões de usuários brasileiros do JustWatch e medem interesse do público com base em buscas, cliques e títulos marcados como assistidos dentro da plataforma.
PARAMOUNT VENCE DISPUTA COM NETFLIX PELA WARNER
Enquanto isso, no cenário global, Netflix e Paramount estiveram nos últimos meses no centro de uma disputa bilionária pelos ativos de streaming e estúdios da Warner Bros. Discovery:
→ E a Paramount ganhou a briga (se nada mudar): O Netflix tinha um acordo inicial para adquirir os ativos por cerca de US$ 83 bilhões, mas a Paramount Skydance apresentou uma oferta superior, de aproximadamente US$ 111 bilhões (US$ 31 por ação). Netflix optou por não aumentar a oferta e abandonou a disputa, pagando uma multa de US$ 2,8 bi.
→ Acionistas do Netflix comemoraram: as ações do Netflix subiram mais de 25% nos últimos dias, com o alívio dos investidores que temiam que a empresa virasse um estúdio genérico de Hollywood, com menos perspectivas de crescimento e assumindo US$ 50 bi em novas dívidas pra isso.
→ Gigante de mídia: Caso o negócio seja concluído, o novo grupo da Paramount vai reunir dois grandes estúdios de Hollywood, duas plataformas de streaming (HBO Max e Paramount+) e duas operações de notícias (CNN e CBS), ampliando a consolidação da indústria.
→ Impacto no market share de streaming: a Paramount já anunciou que vai unir Paramount+ e HBO, reunindo 200 milhões de assinantes globalmente, para fazer frente aos concorrentes.
MUNDO
NVIDIA SUPERA TEMORES DE BOLHA MAIS UMA VEZ COM RESULTADOS RECORDE
A Nvidia divulgou receita de US$ 68,1 bilhões no trimestre, alta de 73% em relação ao ano anterior e acima das estimativas de mercado. O lucro líquido alcançou US$ 42,96 bilhões, com margem bruta de 75%.
Zoom-in nos resultados:
A divisão de data centers gerou US$ 62,3 bilhões, crescimento de 75%, e é responsável por mais de 90% do faturamento total.
Em três anos, o lucro anual da companhia passou de US$ 4,4 bilhões para impressionantes US$ 120 bilhões.
A demanda segue puxada pelos grandes hyperscalers: Alphabet, Amazon, Meta e Microsoft, que devem investir cerca de US$ 650 bilhões em infraestrutura de IA.
Durante a teleconferência, o CEO Jensen Huang disse que a expansão da chamada IA “agêntica” marca um ponto de inflexão no setor e defendeu que a geração de tokens depende diretamente de capacidade computacional, o que sustenta a demanda por chips.
Mesmo com os resultados acima do esperado, investidores continuam discutindo a sustentabilidade do atual ciclo de investimentos em IA e o ritmo futuro de crescimento da empresa.

OpenAI: MAIS US$ NECESSÁRIOS PRA CRESCER E MAIS UMA RODADA
A OpenAI, que não para de demandar recursos pra crescer, anunciou uma captação de US$ 110 bilhões liderada por Amazon (US$ 50 bi), Nvidia (US$ 30 bi) e SoftBank (US$ 30 bi), elevando sua avaliação para cerca de US$ 840 bilhões. Mais um recorde de funding para a dona do ChatGPT.
→ O investimento da Amazon tem condições: US$ 35 bilhões dependem do cumprimento de metas.
A Microsoft não participou da rodada, apesar de ser a principal parceira histórica da OpenAI. As empresas disseram que o acordo existente permanece inalterado.
→ Para dar proporção ao número: todo o valor de venture capital investido em startups nos EUA em 2023 foi de US$ 170 bilhões, pouco mais do que essa única rodada.
AI-POWERED WARS: em paralelo, depois de o Claude ter sido alegadamente usado na guerra deflagrada contra o Irã, o Departamento de Defesa dos EUA fechou um acordo para usar modelos da OpenAI em sua rede de inteligência confidencial.
→ O movimento vem depois da recente ruptura do governo americano com a Anthropic, que tinha um contrato de US$ 200 milhões, e impunha limites de vigilância doméstica em massa e de armas totalmente autônomas.
O que mais aconteceu?
APORTES BRASIL e LATAM
Genial Care (healthtech, cuidado de autistas): a startup focada em cuidados para pessoas com autismo levantou uma Série B de US$ 8 milhões liderada pela General Catalyst.
Zapia (assistente de IA, agentes autônomos): a startup de assistente de IA para a América Latina captou R$ 36 milhões (US$ 7 milhões) em extensão de rodada seed liderada pela Prosus Ventures, dona do iFood, elevando o total captado para mais de R$ 100 milhões.
CareOn (healthtech, mercado de trabalho médico): a startup mineira de conexão entre profissionais de saúde e instituições médicas recebeu aporte do CVC da Afya, grupo de educação médica, em valor não divulgado.
Elephan.AI (SaaS de inteligência de receita): a startup B2B de inteligência de receita captou R$ 3 milhões em rodada liderada pela Triaxis e pela Crescera Capital (via fundo Criatec 4), com participação da Antler.
Mercado Parts (marketplace / autopeças): a startup de tecnologia para o mercado de reposição automotiva captou R$ 2 milhões em rodada liderada pelo Investidores.vc; os recursos vão acelerar o modelo transacional da plataforma e a expansão do ecossistema de aftermarket automotivo.
Growpack (cleantech / bioembalagens): a startup paulista especializada em embalagens sustentáveis a partir de resíduos agrícolas recebeu novo aporte de R$ 1 milhão da Irani Ventures, CVC da fabricante gaúcha de embalagens sustentáveis Irani.
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