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WhatsApp agora tem nomes de usuário + Claude Fable 5 é liberado pelos EUA

E mais: Internet supera TV em verba publicitária pela 1a vez

Bom dia!

Vem ler o que está acontecendo de mais relevante em tech e inovação.

O que você vai ver hoje:

  • Nubank mantém liderança de principalidade entre os brasileiros

  • iFood chega a R$ 10 bi de receita, alta de 36% ao ano

  • WhatsApp quer transformar nomes de usuário em nova fonte de negócios

  • EUA limitam lançamento de GPT-5.6 da OpenAI + Anthropic consegue liberação para Fable e Mythos 5

Começa na semana que vem a nossa nova turma: edição AI Builder, curso da Snaq ministrado por Rafael Girolineto, Head de IA da Inspira Legal.

  • O que é: em 4 aulas ao vivo e on-line, os participantes aprendem a construir um "segundo cérebro" de IA: um sistema capaz de acumular contexto, organizar conhecimento, processar reuniões e reproduzir sua forma de pensar e trabalhar.

  • Pra quem: um curso para quem quer transformar IA em uma ferramenta pró-ativa de produtividade.

Vagas limitadas com cupom de compra direta: IA30

BRASIL

NUBANK MANTÉM LIDERANÇA DE PRINCIPALIDADE ENTRE OS BRASILEIROS

O Nubank foi eleito, pelo segundo ano consecutivo, o banco principal dos brasileiros e ampliou sua vantagem sobre os concorrentes, segundo levantamento da Okiar com mais de 2 mil pessoas.

  • 24,4% dos entrevistados disseram usar o Nubank como principal banco, ante 21,7% em 2025

  • O Itaú Unibanco aparece em segundo, com 12,7%, seguido pela Caixa Econômica Federal, com 11%

  • O Bradesco registrou a maior queda do ranking, passando de 12% para 7,4% em um ano

Diferenças regionais: as instituições digitais já superam ou empatam com os bancos tradicionais nas regiões Norte (53% x 47%), Nordeste (50% x 50%) e Centro-Oeste (50% x 50%). No Sul e Sudeste, os bancos tradicionais ainda lideram, mas a vantagem diminuiu significativamente desde 2025.

Ainda sobre o Nu: a instituição apresentou proposta pra comprar as operações brasileiras do banco português CGD, como parte da estratégia pra conquistar uma licença bancária plena no Brasil.

iFOOD CHEGA A R$ 10 BI DE RECEITA, ALTA DE 36% AO ANO

O iFood encerrou o ano fiscal de 2026 (abril/25 a março/26) com receita superior a R$ 10 bilhões (+36% ao ano) e EBITDA de R$ 2,2 bilhões, alta de 40%. 

  • Os números vêm da estratégia iniciada há cinco anos, de transformar a empresa de food delivery em um ecossistema financeiro e de serviços.

  • As novas categorias (fintech, ERP, mercado e farmácias) já respondem por 33% da receita, ante 21% dois anos atrás.

  • O destaque é o braço de fintech, que cresceu mais de 100% e faturou R$ 2,5 bilhões sozinho.

  • Dentro desse braço, o iFood Benefícios atingiu R$ 1 bilhão em recargas mensais e mira a liderança do mercado de benefícios corporativos em três anos, território hoje controlado por Sodexo e VR.

  • No core do negócio, o food delivery cresceu ~20%, impulsionado pelo Hits (refeições até R$ 30, já com 8% dos pedidos e meta de 15–20% até o fim do ano) e pelo Turbo (20 minutos, com 70% das entregas de farmácias já nesse prazo).

O que mais aconteceu?

DADO DA SEMANA
by Hands

A internet ultrapassou a TV aberta pela primeira vez na distribuição das verbas publicitárias no Brasil.

  • No 1º trimestre de 2026, os investimentos em mídia cresceram 18,3%, chegando a R$ 5,6 bilhões. Desse total, a internet recebeu R$ 2,1 bilhões (+24,3%) e passou a responder por 38,3% do mercado. A TV aberta ficou com 31,3% (R$ 1,7 bilhão).

  • Pra onde está indo essa verba: dentro da internet, 58% dos investimentos foram destinados a display e outros formatos, enquanto social representou 24,8%. E o maior avanço veio do vídeo, que cresceu 82% em relação ao mesmo período de 2025 e já responde por 10,6% dos investimentos digitais.

Fonte: CENP, dados do 1º trimestre de 2026 publicados em junho

→ Conteúdo em parceria com Hands, adtech especializada em dados pra construção de audiências exclusivas, com ativação multicanal.

IA E MUNDO

EUA LIMITAM LANÇAMENTO DE GPT-5.6 + ANTHROPIC CONSEGUE LIBERAÇÃO PARA FABLE E MYTHOS 5

A OpenAI lançou o GPT-5.6, seu modelo mais capaz até agora, disponível em três versões (Sol, Terra e Luna, em ordem decrescente de potência), mas com acesso restrito a cerca de 20 empresas aprovadas pelo governo dos EUA.

  • A limitação foi maior do que a empresa esperava: mesmo após reuniões do CEO Sam Altman com a Casa Branca em junho, Washington exigiu um período adicional de testes antes de qualquer liberação ampla.

  • O motivo central é o salto nas capacidades de cibersegurança do modelo (especificamente da versão Sol, a mais poderosa), que o governo enquadra como potencial risco ofensivo, ainda que a própria OpenAI afirme que o modelo fica abaixo do limiar classificado como "crítico" por seus próprios critérios internos.

  • A empresa cooperou, mas deixou claro que se opõe: "essa dinâmica mantém as melhores ferramentas longe de quem precisa delas." A meta é expandir o acesso já na próxima semana.

Zoom out: a Anthropic enfrentou o mesmo processo pra lançar seus modelos mais poderosos Fable 5 e Mythos 5, que foram limitados a estrangeiros pelo governo americano, por ameaças à segurança. Ontem a Anthropic anunciou que eles foram liberados após correção de falhas e devem começar a rodar hoje pros usuários!

→ Até agosto, um decreto executivo americano deve formalizar um framework permanente pra avaliar modelos de fronteira com capacidades cibernéticas avançadas.

WHATSAPP QUER TRANSFORMAR NOMES DE USUÁRIO EM NOVA FONTE DE NEGÓCIOS

O WhatsApp começou a liberar a reserva de nomes de usuário, permitindo que pessoas e empresas possam ser encontradas sem precisar compartilhar o número de telefone.

  • À primeira vista, a mudança parece pequena, mas representa um passo importante na estratégia da Meta de transformar o aplicativo em uma plataforma mais social e comercial.

  • Além de aumentar a privacidade e facilitar a conexão entre usuários e empresas, os usernames criam uma identidade digital única dentro do app.

  • Isso cria uma base pra novos serviços, como atendimento automatizado, comércio conversacional, marketplaces e integrações com ferramentas de CRM.

  • O movimento acompanha o esforço da Meta pra ampliar a monetização do WhatsApp, que já conta com mais de 3 bilhões de usuários, mas ainda captura pouco valor das transações iniciadas na plataforma.

Já dá pra fazer? Sim, no próprio app → Você → Conta → Nome de usuário

A IA conversacional está engolindo os apps, assim como os apps engoliram os sites. Essa mudança marca o início da terceira onda de transformação digital: do site, ao app e, agora, ao agente de IA.

Guilherme Horn, head do WhatsApp para Brasil, Índia e Indonésia, para o Neofeed

O que mais aconteceu?

APORTES E M&As BRASIL
  • Zeom (fintech/global account): fintech fundada em Londres por brasileiros que oferece conta global e plataforma de investimentos para converter reais via Pix e acessar ativos internacionais captou R$ 15 milhões em rodada pré‑seed liderada pela Fabric Ventures, com participação da Plug and Play e da espanhola Tritemius.

  • Jota (fintech/AI): a Jota, que oferece conta digital para empreendedores com interface conversacional via WhatsApp e inteligência artificial, levantou US$ 30 milhões em Série A avaliando a empresa em US$ 185 milhões (post‑money). A rodada foi liderada pela Haun Ventures, primeiro investimento da gestora numa startup brasileira, com participação de HOF Capital, Alter Global e Greyhound Capital. A plataforma permite pagamentos em texto ou áudio e oferece insights de negócio aos usuários.

  • Teachy + Nero.AI (edtech/M&A): a Teachy, startup que cria soluções de inteligência artificial para educação, adquiriu a software house de IA Nero.AI em operação de sete dígitos, estruturada como acquihire, incorporando sua equipe e propriedade intelectual. Fundada em 2023, a Nero.AI atuava como consultoria e desenvolvedora de produtos de IA e já havia criado mais de 30 aplicações para clientes como Fundação Lemann, Sebrae e Insper.

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